Com um calendário levemente maluco (porém que, na minha opinião, ficou bem melhor) devido a Copa do Mundo, as atividades futebolísticas começaram bastante cedo esse ano.
Muitas movimentações, e o diretor executivo popularmente conhecido como Admáquina mostrando que já virou brasileiro e manda parcelar tudo em 123993 vezes
Pense numa partida bem mais dramática do que poderia ter sido.
Assim, pra começar todo mundo já sabia que provavelmente seria uma das últimas (ou a última, como acabou sendo) do Rayan. O “Fica Rayan” no final foi muito emblemático.
Quando teve gol do Rayan e do Coutinho já aos 25 minutos ficou muito cara de um joguinho tranquilo de estadual que um time profissional passa completamente por cima do menor.
Mas óbvio que os futebolistas vascaínos não iam dar um dia tranquilo para os seus torcedores: Gol do Maricá aos 37 e expulsão do Píton aos 41 do primeiro tempo.
A clássica entregada antes do segundo tempo, aí é foda.
Porém mais uma vez, nem Noé carregou tanto animal quanto Rayan. Gol dele logo aos 4 do segundo tempo. Cuesta fez o dele, e ainda entrou outro do Maricá.
Olhando só os gols e o placar para que foi fácil e controlado, mas se o Vasco perde logo essa pra começar o ano ia ser um deus nos acuda.

VASCO 2 x 4 MARICÁ
Depois de tentar cavar mais uma renovação, como ele e os empresários dele fizeram ao final de todos os anos, dessa vez não deu tão certo.
Assim, negócios são negócios, e apesar de tudo foi bom para os dois lados:
Apesar de todos os poréns, indiscutívelmente será lembrado por décadas como um dos principais responsáveis pelo time não ter caído em 2023 e 2024, pela “vontade” que apresentou para a torcida, por ter feito o torcedor sonhar bem mais alto do que antes, e pela dominância incrível no ar. Faça o tapa olho uma última vez.
Carta Holográfica: Pablo Vegetti
Pablo Vegetti
Futebolista
Pablo Ezequiel Vegetti Pfaffen é futebolista que jogou de 2023 a 2026 no Clube de Regatas Vasco da Gama. Fez 143 partidas pelo clube, 125 de titular, marcando 60 gols. Ele é o maior artilheiro estrangeiro do clube no século XXI.
Jogo feito, horrososo, ganhou quem não existiu.
Teve despedida do Vegetti? Teve, e achei que dado a relevância dele na cultura vascaína recente era o correto a se fazer mesmo.
Vou usar esse espaço pra dar uma comentada sobre as figurinhas raras que deram as caras depois de muito tempo sumidas, e também as estreias.
Sobre o Saldívia:
Sobre o Rojas:
JP: Tomou conta do meio de campo quando entrou e mostrou que tem muita qualidade.
Garré: O clássico jogador 99 em condução e 20 em todo o resto. Ninguém duvida do potencial dele (principalmente pela forma que ele toca na bola), mas o resto é muito abaixo do necessário. Não sei o que ainda pode render.
Maxime: o Suiço, também conhecido como Sumiço, deu ótimos passes e lançamentos.
VASCO 0 x 0 NOVA IGUAÇU
Assim, ao contrário do vi em muitos lugares, não achei o primeiro tempo tão horrososo não. Acho que faltou memória a essa galera sobre como foram os outros confrontos anteriores nos últimos anos, não dá pra tentar sair jogando de qualquer jeito não.
Faz o que tem que fazer e aproveita o que conseguir, pelo menos até o time conseguir voltar a realmente competir de igual pra igual. Um ótimo exemplo foi justamente o primeiro gol da volta do Coutinho, que empatou o jogo aos 41 do 2o tempo. Eu entendo a reação, porém torcedores calma.
Sobre o 2o tempo: acho que não precisava dar cartão vermelho pro Barros, amarelo tava de bom tamanho. Deixa eu apresentar a defesa (que na verdade é bem complexa):
Pra mim, o Barros foi dar uma de maluco pra esbarrar de forma “acidental” no jogador do flamengo e acabou saindo muito pior que ele esperava, o que é uma merda.
Dava o amarelo nesse lance, e qualquer falta besta e um pouquinho de desnecessário que ele repetisse dava o segundo amarelo pra expulsar. Condicionar a partida toda por um lance claramente sem intenção clara e sem nem risco de machucar o outro jogador é foda.
VASCO 0 x 1 FLAMENGO
Uma partida que não me marcou muito, até pq realmente o adversário não tinha muito nível pra tirar algo diferente das outras partidas anteriores. Poucos comentários:
Pumita: mais uma vez sendo o jogador útil que mostrou que sempre foi.
Andrés Gomez: Atualmente o melhor jogador do vasco pós-Rayan, e mostrando isso mais uma vez. Não foi genial, mas foi exatamente o que o Vasco precisava
Rojas: Eu não me iludo com meio campista novo jogando bem estadual.
VASCO 3 x 0 BOA VISTA
Ah cara, eu não sei muito o que escrever não.
Saiu muito cedo (dava pra facilmente ter esperado até o meio do ano.), e relativamente muito barato. Claramente ele/staff dele forçaram a barra para aceitar a proposta (que foi muito abaixo do que deveria ser, e todo mundo sabe disso), e o Bournemouth que não é besta nem nada se aproveitou (bastante) dessa pressão.
Tinha muito que ter ficado até pelo menos até o final do ano.
Sinceramente não sei muito o que esperar de ambos.
Esse ataque no Vasco, no papel, é provavelmente um dos melhores (se não o melhor) desde Edmundo/Romário. E sim, qualquer um que leia essa frase já sabe que na prática provavelmente as coisas não vão ser bem assim.
Sei que o Marino vai ser um Andrés Gomez menos custo benefício, mas tirando o 1x1 dele que aparenta ser ainda melhor do que o do Andrés (que é muito bom), me parece um jogador um pouco superestimado devido ao quanto os brasileiros valorizam o drible/condução (o Garré é um ótimo exemplo disso).
Para mim, o que me pareceu mais interessante e promissor foi o mental dele:
Não quero que você interprete mal o que vou falar. Não tenho que mudar nada. Se eu mudar, deixo de fazer o que me trouxe até aqui. Vou melhorar.
Isso é dentro do campo. Fora eu sou um cara muito bom, gosto de compartilhar com as pessoas. Mas dentro é a minha personalidade. Continuo fazendo o que me trouxe aqui até agora.
Acho que falta bastaaaaaaaaaaaaante essa mentalidade em todo jogador brasileiro que vai cedo para a Europa.
A dupla Endrick/Estevão é um caso raro que conseguiu manter isso (o que diz bastante sobre o trabalho da base do Palmeiras).
E sim, acredito que provavelmente foi um dos principais motivos pro Xabi Alonso ter barrado o Endrick. Falta ver como vai ser a postura do Rayan.
Voltando para as contratações, acredito que o Brenner vai ser algo mais próximo de um Segundo Atacante (que era a posição original do Rayan na base) do que alguém que vá esticar a linha de defesa e criar espaços na vertical para os outros.
Combina bem com Andrés/Hinestroza nas pontas, mas acho que talvez vá faltar mais incisividade física ao usar Nuno/Rojas.
Gosto dessa flexibilidade, mas definitivamente fica bem marcante que tá faltando um atacante central com características mais físicas pra alternar bem entre os esquemas técnicos/físicos.
Mais um dos joguinhos xexelentos dos jogadores do Clube de Regatas Vasco da Gama.
A ideia de jogo era muito boa, jogar em 4-4-2 (não caracterizava 4-2-3-1 só porque o Coutinho avançava mais) com bastante fluidez em relação aos dois jogadores da última linha (Coutinho e Rojas) que precisavam ficar descendo para receber a bola, para combater a fisicalidade do Mirassol.
Ao contrário do jogo de hoje, que ele jogou como um Falso 9, o povo até agora não entendeu que a função do coutinho dentro do modelo do Diniz não é de um enganche, e sim de um advanced playmaker.
Tem diferença entre essas funções?
Bastante, principalmente em relação ao como o jogador deve se posicionar no campo em relação ao fluxo do jogo, e isso que as pessoas não entendem quando vem o Coutinho pegar a bola lá no meio de campo para levar ela com qualidade até o ataque.
Sabe quem também usava bastante funções ao invés de posições? Ele mesmo, o pontuador Rafael Paiva. Vou até destacar as citações pra facilitar:
Tento passar aos atletas para não ficarmos presos na estrutura de jogo, o que eu cobro deles é a função.
Alguns jogadores estamos testando em lugares do campo, e o grupo tem respondido bem. Alguns jogadores fora de posição, mas cumprindo função. Isso é o mais importante.
Saber defender, balançar, qual espaço atacar… Tem sido em cima disso a nossa construção. Ter clareza o que fazer com a bola, sem a bola, independentemente da estrutura.
Inclusive, essa ideia era bastante semelhante ao que rolou no antológico jogo contra o Santos no ano passado.
Mas aí os experts em tática de rede social acham que o problema desse jogo foi o plano tático do Diniz (que pode até ser superestimado em alguns aspectos, mas definitivamente é subestimado no quesito tática).
Ele é um gênio tático? Longe disso e com certeza pode (e vai, em algum momento, mesmo que seja fora do Vasco) melhor, mas ele entende infinitamente mais de Jogo de Posição do que muitos outros técnicos brasileiros.

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| Espera, então formar um formar uma linha de três atrás com um jogador recuado, um meio de campo com apenas 2 jogadores (que se movimentam trazem a bola de forma associativa até a linha da frente, tipo como o Coutinho faz), e uma linha final com 5 jogadores em cada seção não é invenção de cientista maluco? Estou em choque, o joãzinho do twitter me passou muita confiança de que ele estava certo nisso. |
O Diniz é manager, não é apenas head coach como a maioria dos outros treinadores do Brasil.
Acho que só o Tite, o Luis Castro (que é português), e talvez alguns que não conheço o trabalho tão a fundo devem fugir dessa regra (tipo o sobre o Abel Ferreira e Guanaes, apesar de suspeitar bastante que sejam também).
Um exemplo internacional pra facilitar a comparação: Ruben Amorim vs Michael Carrick.
Um é “melhor” que o outro só por ganhar mais jogos no curto prazo? Acho que essa visão é extremamente superficial.
Um é “melhor” que o outro por ter processos mais sofisticados? Também considero uma visão superficial.
Enfim, acho que já escrevi tudo que considero mais relevante sobre essa partida.
VASCO 1 x 2 MIRASSOL
Tá afim de começar a acompanhar?
se você se interessa em futebol, provavelmente você já arranjou um jeito para assistir as tranmissão,
Sim, até mesmo com as mudanças nos direitos de transmissão que deixaram uma bagunça desafiadora acompanhar todos os jogos de um time.
de qualquer forma, tenho duas recomendações Ler mais